Forró

As almas se balançam num som cadenciado,
Elas se comunicam pelo tom da alegria.
Seus corpos se deixam pelo som levar.

E, por um momento, não há dor, não há chorar.

Balança, balança, nesse som acelerado.

Pezinho vai, pezinho vem.
Não tem dor, neném.

Gira, gira.
Por debaixo de seu braço, deixo todas as batidas da vida.
Deixo horário, deixo o cansaço.

Em meu suor, deixo tudo evaporar.
Só quero para mim, agora, teu embalar.
Todo o meu, nos braços teus dançar.
E deixar que a alegria dance com o meu embalar.

Vira, vira, noite e dia.
Traga a minha alegria
deixe-me para sempre dançar.

*Nota: Queridos, gostaria de esclarecer que, apesar de ter muiiita vontade, ainda não tive, infelizmente, a coragem de dançar um forrozinho : ). Sabe, acho que comecei a dançar pela poesia. É que ontem, fui à academia e o professor insistiu tanto para que eu tentasse. Senti esse sentimentozinho bom que tentei descrever aí em cima, mas a coragem, ah, ela ainda não veio de mão dada com a vontade… fazer o quê, né?

Comentários

Carolina disse…
Sabe o que é engraçado? lendo seu texto não me limitei apenas ao forró, fui além com suas palavras, esta é a magia de escrever, fazer com os que lêem, voem (...) =]

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